22 de maio de 2025

Desligamento Imobiliário: O que é, como funciona e o que diz a lei

O desligamento imobiliário, também conhecido como distrato imobiliário, é o cancelamento de um contrato de compra e venda de um imóvel. Essa rescisão pode ocorrer por diversos motivos e é uma situação bastante comum — especialmente com imóveis comprados na planta.

Esse processo, quando bem conduzido, traz segurança para todas as partes envolvidas, garantindo que tudo seja feito de forma clara e dentro das regras estabelecidas pela lei.

Quando pode ocorrer o desligamento imobiliário

De maneira simples, o desligamento imobiliário é a rescisão de um contrato de compra e venda de um imóvel antes da quitação total e entrega do bem. Ele pode ocorrer tanto por iniciativa do comprador quanto por decisão da incorporadora, de forma unilateral ou por comum acordo.

Seja por perda de renda, mudança de planos, dificuldades no financiamento ou mesmo insatisfação com o andamento da obra, o desligamento imobiliário permite o rompimento formal do contrato e estabelece como serão tratadas questões como: devolução de valores, multas e as responsabilidades de cada parte. O importante é entender que o processo deve ser formalizado corretamente para evitar prejuízos e garantir segurança jurídica para todos os envolvidos.

Como funciona o desligamento imobiliário na prática?

O desligamento imobiliário exige um acordo formal entre as partes. Na prática, isso significa que o comprador e a incorporadora precisam assinar um documento que formalize a rescisão do contrato. Nesse documento, estarão descritas:

  • As condições de devolução de valores já pagos;
  • Multas e penalidades (se aplicáveis);
  • Prazos para reembolsos;
  • Responsabilidades de cada parte após o encerramento.

Embora o desligamento imobiliário possa parecer algo negativo, em muitos casos ele é uma alternativa saudável para evitar disputas judiciais e prejuízos maiores. O ideal é que o processo ocorra com diálogo, transparência e, sempre que possível, com a orientação de um advogado especializado.

Desligamento imobiliário X distrato imobiliário

Embora os termos sejam usados como sinônimos em algumas situações, há diferenças importantes entre desligamento imobiliário e distrato imobiliário. Confira:

  • Distrato Imobiliário: é um acordo consensual entre as partes (comprador e incorporadora) para encerrar o contrato de forma amigável. Esse tipo de rescisão é regido principalmente pela Lei nº 13.786/2018, que estabelece regras para devolução de valores e multas.
  • Desligamento Imobiliário: é um termo mais amplo. Pode incluir tanto o distrato (quando há consenso) quanto rescisões unilaterais (quando uma das partes decide encerrar o contrato). Portanto, o desligamento imobiliário abrange todas as formas de rompimento do contrato, seja por comum acordo ou não.

Essa diferença é importante principalmente para que o comprador compreenda quais são seus direitos, deveres e o melhor caminho a seguir de acordo com a situação específica. A Lei do Distrato, por exemplo, define prazos e limites para reembolso e penalidades, o que protege o comprador e dá mais clareza ao processo.

Além disso, entender sobre o desligamento imobiliário é fundamental para quem está em processo de compra ou já assinou um contrato de imóvel na planta. Imprevistos acontecem, e conhecer seus direitos e deveres caso precise cancelar o contrato ajuda a tomar decisões mais conscientes e seguras.

E, apesar de não ser o desfecho ideal para quem compra um imóvel, o desligamento imobiliário pode ser uma alternativa viável, desde que conduzido de forma planejada e com o suporte correto. Por isso saber o que ele significa, como funciona e como se diferencia do distrato fará toda a diferença num momento como este.

Com o suporte adequado e informação de qualidade, é possível atravessar esse processo com tranquilidade e segurança. Seja qual for o motivo, o importante é garantir que a decisão seja bem informada e formalizada corretamente.

Caso você esteja considerando cancelar um contrato de imóvel ou tenha dúvidas sobre esse processo, o ideal é buscar apoio jurídico e conversar com a incorporadora para encontrar a melhor solução.

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